ADVOGADOS DE CUNHA SÃO ALVO DE MANIFESTANTES EM CURITIBA
Advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que atuam na defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram hostilizados por manifestantes pouco após se reunirem com Cunha na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR); eles foram perseguidos por manifestantes aos gritos de "bandido", "safado" e "cachorro", além de terem sido acusados de receber "honorários de propina".
247 - Os advogados de defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foram hostilizados por manifestantes pouco após se reunirem com Cunha na
carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR). Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso foram perseguidos por manifestantes aos gritos de
"bandido", "safado" e "cachorro". Eles também foram acusados de estarem recebendo "honorários de propina".
O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que atua em vários processos da Lava Jato, disse que agressões representam um retrocesso do Estado Democrático de Direito brasileiro. "O Estado democrático de Direito precisa ter parâmetros, precisa ter limites. E esse limite é o da Constituição,
é o da lei. Se nós cairmos na barbárie a ponto de criminalizar a advocacia criminal, a ponto de entender que o fato de um advogado, no exercício legítimo de seu trabalho (...), isso significa uma ofensa a toda a classe dos advogados", disse.
Ele também criticou o que chamou de "omissão" da Polícia Federal ao não tomar providências
para proteger os advogados. "O que nós vemos é uma omissão absoluta por parte das autoridades
constituídas, que alimentam, de certa forma, esse ódio, esse maniqueísmo infantil que tem na sociedade brasileira hoje, destacou. "
Para Kakay, "as pessoas investigadas estão todas pré-condenadas. O pré-condenamento se dá através de uma espetacularização do Direito Penal; através de uma mídia opressiva; através da falta de espaço para a defesa, que chegou no limite máximo que é a agressão física de um advogado no exercício da profissão".
A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da seccional do Distrito Federal também condenou a agressão e disse que o trabalho do profissional de Direito não pode ser confundido com eventuais crimes cometidos por seus clientes.
Fonte: Brasil 247

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