terça-feira, 18 de outubro de 2016

O ator e diretor Wagner Moura diz que há empresas boicotando seu filme sobre Marighella

Wagner Moura relatou dificuldades de obter financiamento para sua estreia como diretor, 
na cinebiografia de Carlos Marighella, político de esquerda.Wagner Moura será o diretor
do filme sobre o guerrilheiro Carlos Marighella morto pelos militares Wagner Moura será
o diretor do filme sobre o guerrilheiro Carlos Marighella morto pelos militares 
O consagrado e talentoso ator baiano Wagner Moura, que é o principal protagonista da
série "Narcos", veio a público e fez questão de ventilar junto à sociedade que está tendo
uma série de problemas e empecilhos no sentido de obter financiamentos e incentivos em geral,
no que diz respeito ao exercício de sua estréia, agora na função de diretor de #Cinema,
no filme que contará a história de Carlos Marighella, guerrilheiro esquerdista e político, 
o qual foi assassinado no ano de 1969 pela ditadura militar que se instalou no Brasil de 1964 até 1985. 

De acordo com o que foi revelado por Moura, as empresas e companhias se alinharam em boicotá-lo
de forma contundente, uma vez que o ator fez questão de manifestar o seu posicionamento e ideologia
políticos explicitamente contra a tentativa na ocasião, do #Impeachment da presidente do Brasil,
Dilma Roussef, que foi eleita com cerca de 54,5 milhões de votos da população. 

Apesar de obviamente o artista não ter dito os nomes das empresas que estão funcionando como uma 
barreira para o seu projeto cinematográfico, por outro lado, Moura não mede palavras quando 
diz abertamente que não reconhece o atual ministro da Cultura, Marcelo Calero, que é um dos
integrantes da trupe de Michel Temer, que assumiu o poder no Planalto Central, de forma, n0
o mínimo bastante questionável, e em meio a uma das piores tempestades econômica e política 
que assola o país. 

Ao conceder recentemente entrevista a Leonardo Sakamoto, blogueiro do mundo das notícias, 
Moura relatou literalmente o seguinte: “já recebemos e-mails de que não iriam apoiar um filme meu, 
ainda mais sobre alguém como o Mariguella, um 'terrorista'". 

Mario Magalhães é o autor do livro intitulado "Marighella - O guerrilheiro que incendiou o mundo",
sobre o qual o filme de Wagner Moura foi baseado e tem como alvo ser produzido por meio da parceria 
com a empresa O2 Filmes, que pertence a outro nome de peso do universo cinematográfico que é o 
reconhecido cineasta Fernando Meirelles.   

As palavras de Moura deveriam levar a uma reflexão mais profunda de toda sociedade, 
quando o mesmo explica que esse projeto específico antecede toda a discussão sobre o impeachment de
Rousseff, pois o desejo de dirigir a película é oriundo desde o lançamento do livro, quando ele se
interessou pelo vulto histórico que é Marighella, que por coincidência foi baiano como ele. 

Ainda em conversa com Sakamoto, Wagner Moura abordou o assunto da não indicação de "Aquarius", 
obra que poderia ter concorrido à vaga de melhor filme estrangeiro no Oscar nos Estados Unidos. 
Alguns ousam dizer que isso só aconteceu também como uma forma de retaliação clássica a
Kleber Mendonça Filho, que além de ser o diretor do filme, participou ativamente do que classificou 
como "golpe" de Estado no Brasil. Por fim, Moura reitera com todas as letras e palavras 
que não reconhece mesmo o governo enviesado de Temer e do seu histriônico ministro da Cultura, Marcelo Calero.
“Pobre cultura” brasileira! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário