Pesquisas do próprio Planalto constatam: brasileiros vão mesmo parar
Paulo Pinto/Agencia PTMonitoramento encomendado pelo Palácio do Planalto apresentou a realidade ao governo: a greve geral terá uma grande adesão aos brasileiros, que se uniram para lutar contra a perda de direitos; Michel Temer considera que a greve geral marcada para esta sexta-feira (28) será relevante e maior que a ocorrida em março; a expectativa aumentou o receio de crescimento da pressão sobre a base aliada contra a reforma previdenciária, criando o risco de traições entre parlamentares governistas na votação da proposta.
28 de Abril de 2017 às 05:44 // 247 no Telegram Telegram // 247 no Youtube Youtube
247 - Confrontado com dados de seu próprio monitoramento, o governo de Michel Temer já antecipa: a greve desta sexta-feira vai ter um grande impacto e será bem maior do que a ocorrida em março.
As informações são de reportagem de Gustavo Uribe e Marina Dias da Folha de S.Paulo.
"O Palácio do Planalto detectou aumento das adesões desde o início desta semana, com pico nos últimos dois dias, de acordo com monitoramento encomendado pelo governo.
Auxiliares de Temer admitem que será uma manifestação "de volume" e apostam em radicalização, com piquetes e bloqueio de acesso a aeroportos como o de Congonhas (SP) para que os protestos pareçam de mais impacto.
Temer escalou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, para dar declarações à imprensa desde cedo. O intuito é mostrar que o governo está monitorando os atos e em contato permanente com as secretarias de segurança nos Estados e que não aceitará violência ou clima de distúrbio total.
A avaliação inicial era que os protestos seriam restritos a grupos de esquerda, mas monitoramento interno mostrou tanto uma maior mobilização nas redes sociais como um maior engajamento de centrais sindicais.
A expectativa aumentou o receio de crescimento da pressão sobre a base aliada contra a reforma previdenciária, criando o risco de traições entre parlamentares governistas na votação da proposta."
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