sábado, 29 de abril de 2017


Teto liberado, na hora do corte aos pobres, só escandaliza o NY Times



"A decisão, em um país onde aproximadamente metade da população arrasa com um salário mínimo de cerca de US $ 4.000  (R$ 12,8 mil. também anuais) pode reforçar percepções de que os funcionários públicos mais privilegiados do Brasil estão encontrando formas de aumentar sua riqueza em um momento em que as autoridades estão pressionando por medidas de austeridade", aponta reportagem do New York Times, destacada pelo Tijolaço

29 de Abril de 2017 às 05:52 // 247 no Telegram Telegram // 247 no Youtube Youtube

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Silêncio na mídia brasileira sobre o escárnio representado pela liberação, pelo STF, dos super-salários de servidores de elite que acumulam cargos públicos, como se destacou ontem, aqui,

Mas o tapa no rosto da população não passou desapercebido na imprensa internacional.

Hoje, na matéria sobre a greve geral, o The New Yor Times dstacou  sua estranheza:

Na véspera da greve, o Supremo Tribunal decidiu quinta-feira que os funcionários públicos de elite poderiam colecionar salários de mais de US $ 140 mil (R$ 450 mil ) por ano, um limite estabelecido na Constituição. O juiz Ricardo Lewandowski disse que seria injusto que um funcionário público cumprindo vários deveres recebesse uma “pequena retribuição”.

A decisão, em um país onde aproximadamente metade da população arrasa com um salário mínimo de cerca de US $ 4.000  (R$ 12,8 mil. também anuais) pode reforçar percepções de que os funcionários públicos mais privilegiados do Brasil estão encontrando formas de aumentar sua riqueza em um momento em que as autoridades estão pressionando por medidas de austeridade.

O erro da reportagem  é o de não considerar que “os funcionários públicos mais privilegiados do Brasil estão encontrando formas de aumentar sua riqueza”  o fazem sob o endeusamento da mídia, que os apresenta como “justiceiros” da corrupção e os defensores do dinheiro público.

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