Eddie Vedder
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Eddie Vedder
Eddie Vedder em 2007
Informação geral
Nome completo Edward Louis Severson III[1]
Nascimento 23 de dezembro de 1964 (52 anos),[1]
Origem Evanston, Illinois[1]
País Estados Unidos[1]
Gênero(s) Rock
Rock Alternativo
Grunge
Folk
Instrumento(s) vocal, violão, guitarra, ukulele
Extensão vocal Barítono
Período em atividade 1986 - atualmente
Gravadora(s) J Records, A&M Records, Epic Records
Afiliação(ões) Pearl Jam, Surf and Destroy, The Butts, Indian Style, Bad Radio, Temple of the Dog, The Doors, Hovercraft, The What, C Average, Neil Finn e Friends
Eddie Vedder (nascido Edward Louis Severson III, em Evanston, 23 de dezembro de 1964)[1] é um cantor, compositor e músico americano, mais conhecido por ser o vocalista e um dos guitarristas da banda de rock alternativo Pearl Jam. Ele é famoso por seu tom de voz barítono. Em 1991 fez parte do álbum Temple of the Dog da banda de mesmo nome formada por membros do Soundgarden e Pearl Jam em tributo a Andrew Wood.
Vedder também criou música para álbuns de outros artistas, além de ter uma carreira a solo começando em 2007, quando lançou o seu primeiro álbum como trilha sonora do filme Into the Wild (2007). O seu segundo álbum, Ukulele Songs, e um DVD, Water on the Road, foram lançados em 2011.
Nascido em 23 de dezembro de 1964 em Chicago, Illinois, com o nome Edward Louis Severson III, é filho de Karen Lee Vedder e Edward Louis Severson, Jr.[2] Seus pais se divorciaram em 1965, e sua mãe casou-se com o advogado Peter Mueller, que o criou. Ele cresceu pensando que Mueller fosse seu pai biológico e usava o nome Edward Mueller.[3] Ele é de ascendência alemã e dinamarquesa.[2]
Enquanto em Evanston, um bairro do subúrbio de Chicago, sua família cuidava de sete crianças adotivas em uma casa de grupo.[4] Em meados da década de 1970, a família, incluindo os três meio-irmãos de Vedder, mudou-se para San Diego, Califórnia. Foi naquela época, aos 12 anos, que Eddie ganhou da mãe uma guitarra de presente de aniversário. Ele passou a usar a música e o surfe como fontes de conforto. Um álbum em especial que teve um grande impacto na sua vida foi Quadrophenia, do The Who. Ele mais tarde disse: "quando eu tinha uns 15 ou 16 anos... eu me sentia completamente só. Eu estava só - exceto pela música".[5] [6]
Sua mãe e seu padrasto se divorciaram quando ele era adolescente, e sua mãe e seus irmãos voltaram para Chicago, mas ele continuou na Califórnia para concluir o ensino médio. Após o divórcio, Vedder descobriu que Peter Mueller era na verdade seu padrasto, e não pai biológico, como havia crescido pensando. Ele havia conhecido seu pai verdadeiro quando criança, mas pensou que o mesmo era um amigo de sua mãe. Ao descobrir a verdade, seu pai já havia morrido de esclerose múltipla anos antes.
Durante seu último ano no ensino médio, Vedder estava morando sozinho e se sustentado com um emprego em uma farmácia.[6] Ele acabou tendo que largar os estudos por não conseguir conciliá-los com o emprego. Ele voltou para Chicago e mudou o nome para Eddie Vedder; sendo Vedder o sobrenome de solteira de sua mãe.
Na década de 1980, trabalhando como garçom, ele fez o supletivo e conseguiu o diploma de ensino médio, e brevemente estudou em uma faculdade por um semestre em Chicago.[3][7] Em 1984, ele voltou para San Diego com sua namorada na época, Beth Liebling. Ele gravava fitas demo e alternatava empregos, entre eles como segurança em um hotel.[8] Ele participou de diversas bandas, como Surf and Destroy e The Butts.[4][9] Uma dessas bandas, chamada Indian Style, contava com Brad Wilk, que mais tarde seria baterista das bandas Rage Against the Machine e Audioslave.[10] Em 1988, Vedder tornou-se vocalista de uma banda de funk rock chamada Bad Radio. O som da banda era inspirado por Duran Duran, e depois que Vedder juntou-se ao grupo, mudou para um som influenciado pelo Red Hot Chili Peppers.[11]
Carreira[editar | editar código-fonte]
Em 1990, com o fim da banda Mother Love Bone após a morte do vocalista Andrew Wood devido a uma overdose, Mike McCready, Stone Gossard, Dave Krusen e Jeff Ament formaram a banda Mookie Blaylock. Vedder mandou uma fita demo para a banda e foi aprovado como vocalista. No mesmo ano a banda viria a se chamar Pearl Jam,[12] e se juntaria aos membros do Soundgarden para formar a banda Temple of the Dog, criada por Chris Cornell em homenagem ao amigo Andrew Wood. Em 1991, a banda lançou o álbum homônimo e vendeu mais de 1 milhão de cópias. O single "Hunger Strike" interpretado por Vedder e Cornell, marca a primeira vez que Vedder teve sua voz em um álbum oficial. No documentário "Pearl Jam Twenty" de 2011, Vedder afirmou que essa canção é uma das suas favoritas ou a mais significativa.[13] Vedder e Cornell cantaram a música juntos pela última vez em 26 de Outubro de 2014, num evento beneficente na escola Bridge School em Mountain View na Califórnia.[14]
A banda lançou o primeiro álbum, Ten pela gravadora Epic Records em 1991. "Ten" (Dez) era o número da camisa do jogador de basquete Mookie Blaylock, que deu origem ao primeiro nome da banda. O álbum lançou a banda ao estrelato e teve várias indicações do Grammy.
Eddie fez ainda a voz de um concerto de The Doors (em memória de Jim Morrison) em 1993 quando a banda foi introduzida ao Rock and Roll Hall of Fame.
Ao longo dos anos a banda tornou-se mais coesa, seguindo sempre os seus ideais, quase sempre polêmicos. As suas atitudes em defesa dos fãs, tais como um processo movido contra a empresa Ticketmaster tornaram-se marcos do panorama musical. No processo contra a distribuidora de bilhetes, a banda exigiu através dos tribunais que a empresa reduzisse os seus lucros, a fim de diminuir o preço dos bilhetes para os seus concertos, para que os fãs fossem beneficiados.
Somando-se isso ao ativismo político como em 2004 quando a banda realizou, com outras bandas de renome, uma digressão pelos Estados Unidos, numa tentativa de boicotar o voto no então presidente George Bush; chegando a ser criticado por ter queimado em palco uma máscara do mesmo.
Em defesa de causas humanitárias, sociais e ambientais, Pearl Jam tornaram-se uma das mais idolatradas e respeitadas bandas da história do rock, vendendo até à data cerca de 30 milhões de discos nos Estados Unidos e 60 milhões em todo o mundo, sendo a banda recordista de álbuns ao vivo. Em 2006, a revista Rolling Stone descreveu a banda como tendo "passado grande parte da década passada deliberadamente destruir sua própria fama."
Até o momento, a banda já lançou dez álbuns de estúdio: Ten (1991), Vs. (1993), Vitalogy (1994), No Code (1996), Yield (1998), Binaural (2000), Riot Act (2002), Pearl Jam (2006), Backspacer (2009) e Lightning Bolt (2013).
Em 7 de abril de 2017, a banda foi introduzida ao Rock and Roll Hall of Fame.
Vida pessoal[editar | editar código-fonte]
Vedder é ateu.[15][16] Teve uma relação de 17 anos com Beth Liebling, baixista da banda Hovercraft, que se iniciou durante a adolescência, em 1983. Casaram-se em 1994, em Roma, e divorciaram-se em 2000.
Em 2001, começou uma relação com a ex-modelo Jill McCormick, com quem tem duas filhas: Olivia, nascida em 2004, e Harper, nascida em 2008. Os dois ficaram noivos em 2009[17] e casaram-se em 18 de setembro de 2010.
Vedder era amigo de Layne Staley, vocalista da banda Alice in Chains, e escreveu a canção "4/20/02" na noite em que ele soube da morte do amigo em 20 de Abril de 2002.[18] Vedder também fez uma homenagem para Staley durante um show do Pearl Jam em Chicago em 22 de Agosto de 2016, dia em que Staley completaria 49 anos; “Hoje é o aniversário de um cara chamado Layne Staley, e nós estamos pensando nele essa noite também. 49 anos”; Vedder disse para o público antes de dedicar a canção Man of the Hour para o amigo.[19]
Vedder era um dos melhores amigos de Chris Cornell, vocalista das bandas Soundgarden e Audioslave. Cornell foi uma das primeiras pessoas que Vedder conheceu fora da banda Pearl Jam após ter se mudado para Seattle em 1990. Eles foram vizinhos por um tempo e fizeram parte da banda Temple of The Dog. Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, falou sobre a amizade deles para a revista Rolling Stone em 2016; "Ed era de San Diego e ele se sentia intimidado em Seattle. Chris recebeu ele de verdade. Ed era super, super tímido. Chris o levou para tomar cervejas e contar histórias. Ele foi tipo, "Ei, bem vindo a Seattle. Eu amo Jeff [Ament] e Stone [Gossard]. Eu te dou a minha benção." A partir daí, ele ficou mais relaxado. Foi uma das coisas mais legais que eu vi o Chris fazer.".[20] Em entrevista para a revista britânica Uncut em Setembro de 2009, Vedder declarou que Cornell é "o melhor cantor que nós temos no planeta".[21] Falando sobre o impacto que Cornell teve em sua vida, Vedder disse ao público de Alpine Valley antes de se apresentar com o amigo num show do Pearl Jam em Setembro de 2011; "Eu não tinha idéia de como ele afetaria minha vida e minha visão sobre música e sobre amizade e o grande impacto que ele teria. Esses caras [os outros membros da Pearl Jam] conhecem ele há mais tempo do que eu e o seu impacto é profundo.".[22] A amizade entre Vedder e Cornell também é destacada no documentário Pearl Jam Twenty de 2011.[23][24]
Fonte: Wikipedia

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