Entre Skaf e o Barnabé, tome Barnabé
POR FERNANDO BRITO · 28/07/2017
Os jornais de hoje destacam que o Governo “estuda elevar a contribuição previdenciária dos servidores” como forma de aliviar o inexorável “estouro” da meta fiscal. Tiraria deles também o auxílio-alimentação (R$ 458 ou R$ 20 por dia útil) e o auxílio creche (R$321).
Além de produzir-se, com isso, um alívio pífio no rombo de um Tesouro que jorra dinheiro para o mercado financeiro, a finalidade é apenas disfarçar – com a vítima de sempre – a paralisia do Governo brasileiro no caminho absolutamente pavimentado em que estamos para estourar a situação fiscal do país.
O gráfico que se publica hoje em O Globo e com um esclarecimento agregado por este blog sobre a renda da repatriação, deixa absolutamente claro que não se atingirá um déficit de “apenas” R$140 bilhões, como prometido ao mercado.
Dificilmente se fará isso, ou pelo menos não se fará de forma a ter alguma repercussão financeira de curto prazo.
Mas é preciso fingir um pouco mais.
A repercussão que se quer é outra, na mídia e em parcela da classe média que considera os servidores nababos indolentes – a imagem que nossos juízes e promotores se esmeram em fixar no povão, com seus privilégios. A de que são os barnabés – herança imortal da marchinha de carnaval – os privilegiados neste país.
Fonte: Tijolaço


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