quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vinte e cinco anos depois de "Amused to Death", Roger Waters volta a lançar um disco com canções inéditas.


"Is This the Life We Really Want?" (essa é a vida que realmente queremos?) chega ao público na sexta (2/6), com 12 faixas escritas pelo lendário líder do Pink Floyd, a banda britânica que apareceu em Londres em 1965, gravou seu primeiro álbum em 1967 e estourou para a posteridade nos anos 1970 com sucessos como "The Dark Side of the Moon" (1973) e "The Wall" (1979).

"Minhas obsessões realmente nunca mudaram. Eu ainda sou impelido pela necessidade de me conectar com os outros e por um desejo de ir mais fundo no meu próprio coração para me sentir melhor comigo mesmo, me aproximando e me identificando com a situação de outras pessoas", disse Waters, 73, em Nova York, numa conversa com a Folha e outras três publicações internacionais.

De certo modo "conceitual", com o propósito de interagir com temas ligados à política e à vida contemporânea, o disco se parece mais com o Waters do Pink Floyd do que com suas posteriores investidas em carreira solo.

Mas, apesar de ser conhecido como um arquiteto perfeccionista e onipresente de suas produções, desta vez entregou a concepção musical para Nigel Godrich, produtor do Radiohead, que faz parte do projeto Atoms for Peace, banda que reúne Tom Yorke, Flea (do Red Hot Chili Peppers), o baterista Joey Waronker (Beck e R.E.M.) e o percussionista brasileiro Mauro Refosco (do Forró in the Dark).

Acostumado a "estar no controle de tudo", Waters percebeu que se fosse desempenhar esse papel ao lado de Godrich o disco não sairia. Entendeu que era preciso se recolher e deixar o produtor trabalhar. Diz que foi difícil, mas gostou do resultado.

Waters vê no álbum e na turnê "Us + Them" –que estrearia na sexta passada (26) nos EUA, em Kansas City– uma nova oportunidade de colocar seu talento a serviço de causas que o afligem, como tem feito desde sempre.

Inquieto com a política internacional, ele declara que está apreensivo com os desdobramentos de situações como a eleição do presidente Donald Trump e conflitos como a guerra civil da Síria.

"Estou realmente preocupado com a Terceira Guerra Mundial", diz. "Ninguém sabe nada do que está acontecendo agora, porque todo mundo está mentindo sobre tudo. Essa é uma das coisas que realmente me assustam: a normalização do relato intencional de inverdades. Os políticos inventam o que quer que seja para defender seus propósitos."

Fonte: Uol

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