domingo, 23 de julho de 2017

Mais um opositor detido e uma greve de dois dias enquanto Maduro canta Imagine

Nova paralisação marcada para quarta e quinta-feira. Presidente venezuelano garante que não vai recuar e promete nova assembleia dentro de oito dias. A oposição também não vai baixar os braços. No sábado, falando ao país na TV, Maduro aproveitou ainda para cantar Imagine, de John Lennon.

Os que combatem Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, e os seus planos para forçar eleições a 30 de Julho e instalar uma nova assembleia constituinte não param. Depois da greve de 24 horas na semana passada e de confrontos no sábado, a oposição agendou mais uma paralização para quarta e quinta-feira. Acusa Maduro de fazer da Venezuela uma ditadura e de ter arrasado a economia do país.



A nova assembleia que o Presidente venezuelano quer criar, e cujas regras eleitorais foram desenhadas para garantir uma maioria do governo, pode reescrever a Constituição, ignorando, naturalmente, quaisquer contributos da oposição e alimentando a deriva autoritária de Nicolás Maduro.

Os confrontos de sábado, que duraram horas, ocorreram quando militares da Guarda Nacional lançaram gás lacrimogéneo sobre os milhares de manifestantes que se reuniram frente ao edifício do Supremo Tribunal, controlado por Maduro, para apoiar os 13 magistrados alternativos propostos pela oposição.

Entre eles está o advogado Angel Zerpa, que acabou por ser detido pelos serviços secretos venezuelanos, noticia a agência Reuters, enquanto os protestos decorriam. Esta informação foi confirmada pelo gabinete do procurador-geral, que rompeu com a administração de Nicolás Maduro e que classificou a detenção como “ilegítima”.

Também no sábado, e do lado dos manifestantes pró-Maduro, as garantias eram de paz e de luta contra o “terrorismo” da direita, palavra que Cilia Flores, primeira-dama e candidata a um lugar na nova Assembleia, foi certamente buscar aos discursos do marido.

Muitos dos manifestantes, de cara tapada, atiraram pedras e “cocktails molotov” contra as forças de segurança, equipadas com escudos antimotim e carros blindados. Muitos dos militares disparavam balas de borracha e de madeira a partir de motas.
Fonte: Pùblico

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