domingo, 23 de julho de 2017

Novas contas de Cunha no exterior, podem ter sido o destino das propinas de Joesley Batista

Por Rogério da Silva - julho 23, 2017



No Radar Online, da Veja:

Quanto aos problemas com a Justiça, a prudência sugere que Cunha não omita informações na proposta de delação premiada. Seu parceiro de negócios, Lúcio Funaro já prometeu entregar contas do ex-deputado no exterior, desconhecidas da Lava-Jato.

Além daquelas contas de Eduardo Cunha, que culminaram com a cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados, existem outras tantas escondidas em paraísos fiscais, no exterior.



Cabe antes de qualquer coisa, uma reflexão:

Lá para o dia 18 de maio, quando veio à tona a delação da JBS, o Brasil teve a oportunidade de ouvir da boca do próprio presidente da República, uma ordem para que um criminoso, continuasse bancando com dinheiro, o silêncio de um presidiário.

Tudo ficou muito bem entendido, o presidente estava comprando o silêncio de alguém que teria mito a dizer.

Porém, uma indagação sempre ficou no ar: Eduardo estava preso, sua mulher na mira da “justiça”, os Batistas estavam sendo monitorados… Como estava sendo feita a entrega do alpiste?

Onde era que o passarinho guardava o alpiste da JBS?

Tudo leva a crer, que as tais contas estavam operando a todo vapor.

Seriam no caso, nessas contas que estavam sendo depositadas as propinas de Joesley e as demais de possam vir à tona?

Funaro não está jogando conversa fora, ele era o operador financeiro de Eduardo Cunha, que agora precisa contar tudo que sabe à justiça, para pegar uma pena reduzida, ou quem sabe até ir para casa, sob o compromisso de cumprir algumas medidas cautelares.

O complicador dessa história para o governo, será se realmente ficar comprovado que em alguma dessas contas, foram feitos depósitos em datas próximas as que Joesley informou à PGR, ter feito os pagamentos das tais mesadas.

Seria a cereja no bolo, para dar combustível a denúncia que em poucos dias a Procuradoria-Geral pretende apresentar contra Michel Temer, por obstrução a justiça.
Fonte: Cagadas Políticas




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